Palestrei no II Encontro de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi

novembro 19th, 2008 by Tony Ferraz

A insituição promove encontro anual entre profissionais da área e estudantes

Bom, estou um bom tempo sem escrever, mas tenho que postar para deixar registrada minha satisfação com a Palestra que dei no II Encontro de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi no dia 7 de Outubro.

Fui convidado a palestrar na Universidade junto com outros grandes especialistas do Mercado Publicitário no Brasil e, no geral, foi um ótimo evento, com horários bem organizados e público Interessado.

O tema da minha palestra foi “Criação na Internet - Como invovar em um mercado inovador” onde apresentei técnicas e estratégias de criação e planejamento na web, além de cases interessantes dos últimos anos.

A palestra estava cheia, gostei muito do contato com os universitários que estão atentos à ebulição do mercado on-line.

Agradeço à Universidade pela oportunidade de transmitir meus conhecimentos e contribuir com a formação dos futuros profissionais da área.

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Tem bate-papo sobre e-Commerce dia 24

novembro 19th, 2008 by Tony Ferraz

Evento reúne desta vez profissionais, empreendedores e estudantes para tratar de SEO

Agora, dia 24 de novembro teremos um novo encontro de Bate-Papo sobre e-Commerce, na Livraria Cultura Shopping Market Place, das 19h00 às 21h30.

Nesta edição serão discutidas práticas de SEO no e-Commerce, e como otimizar sites de busca e links patrocinados para potencializar o lucro durante todo o ano.

O palestrante da noite será Marcelo Faria e o ingresso 1 quilo de alimento não perecível, que será revertido para o Grupo de Apoio Ação Mais Vida, que cuida de crianças com AIDS.

Para se inscrever, clique aqui.

Bom, encontro vocês lá.

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Eu quero é vender

setembro 19th, 2008 by Tony Ferraz

 Pô filhão, e quem é que não quer?

 

Apesar de toda a onda da web 2.0 (Já disse que detesto esse nome? Soa a filé mignon requentado…) muitos profissionais e gestores ainda permanecem indiferentes às mídias sociais, blogs e afins.

- Isso não me interessa, eu quero é vender

Mal sabem nossos desavisados amigos, que esses recursos não são só firulas bonitas pra agradar o cliente, mas métodos eficazes de estreitar o relacionamento com seu público, e conseqüentemente, fazer com que ele compre mais de você.

Vou bater na mesma tecla, você não compra de quem você não confia, tem que ter relação, freqüência, e as mesma práticas de CRM que vem permeando a literatura de marketing nos últimos 25 anos fazem todo o sentido também na web, quando tratam do assunto de construir um relacionamento com seu cliente.

E eu não estou falando daquele CRM que sabe que o cara procura DVD´s do Bruce Lee, e oferece também um do Karatê Kid - O Retorno de Daniel San, isso é pouco.

Estou falando daquela filosofia de pensamento, a qual a empresa deveria estar impregnada, de gerenciar uma relação duradoura e ganha/ganha com seus clientes. Isso cabe na web, e cabe no seu site também.

Todo mundo quer resultado, mas se você ficar procurando ele desesperadamente sem investir em coisas novas, não vai sair do lugar. Qualquer feirante sabe que não dá pra vender morango assim:

- Quer morango?

E a suculência e delícia da fruta fresca? E a receita exclusiva de mousse de morango da vó dele? E a informação dos benefícios do morango pra pele (cicatrização e hemorragias )? E a possibilidade de ele entregar na sua casa? E a embalagem que a dona de casa pode usar como vaso de orquídea? E a pesquisa de ambientes onde se procura a iguaria para montar uma barraca, como a feira do morango?

O lado bom? Na internet você não precisa ficar parando pessoa por pessoa para tratá-las com personalização e atenção.

Pense na frente amigão, porque “- Quer morango?”, não está vendendo mais nada…

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e-Commerce ou morra!

setembro 15th, 2008 by Tony Ferraz

 Evento reúne profissionais e público interessado no mercado de comércio eletrônico

 

Fui convidado pela ilustríssima Lígia Dutra para o Bate papo sobre e-commerce, que será realizado dia 29 de setembro de 2008, no Shopping Market Place, das 19:00 às 21:30.

O evento, patrocinado pela Livraria Cultura, é na verdade parte de uma rede social, focada no desenvolvimento do e-commerce no Brasil.

O objetivo é formar empreendedores virtuais que possam crescer, criando ainda mais de oportunidades de negócios e trabalho, além de dar continuidade à educação e a transmissão dos valores do comércio eletrônico em nosso país.

A reunião é destinada a diferentes públicos, como empresas que já atuam com e-commerce e desejam corrigir seus rumos, empreendedores que estão iniciando negócios on-line e precisam saber por onde começar, e estudantes interessados de maneira geral no mercado de virtual.

O tema desta edição é “E-commerce ou Morra!!“, ministrado por Ricardo Jordão Magalhães que falará sobre sobre a diferença entre as empresas que já aderiram ao e-commerce e aquelas que ainda permanecem à margem.

O ingresso é 1kg de alimento não perecível, e você pode fazer a inscrição aqui: http://www.aulavox.com/2008/09/cultura/mkt2909.htm

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Onde rola: Livraria Cultura Shopping Market Place (Presencial)
Horas: das 19h00 às 21h30
Quanto: 1Kg de alimento não perecível

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Alterações durante o processo de desenvolvimento de sites

setembro 5th, 2008 by Tony Ferraz

Se minha mãe tivesse crina eu seria um cavalo…

Por volta de 2004 eu fui em uma palestra sobre o processo de desenvolvimento de sistemas web, focada em metodologias ágeis, fornecida por uma consultoria de porte e experiência no segmento.

Na época, a onda do momento era o extreming programing, que conceitualmente não é bem uma metodologia, mas uma disciplina de desenvolvimento de softwares, mas isso não vem bem ao caso.

O que foi apresentado na época me marcou bastante, pois todos os profissionais que já tiveram contato com o dia-a-dia de desenvolvimento, sabem que um dos martírios eternos porque passam os programadores é o vai e vem de requisitos e as constantes modificações que enfrenta um projeto em produção.

A mudança constante de escopo é prata da casa na web, que além de alterações nas funcionalidades, enfrenta problemas artísticos (E se fosse azul, e não preto? E se fosse na vertical, e não na horizontal?).

A equipe normalmente tem que se virar prejudicando uma das outras 3 variáveis de desenvolvimento (tempo, custo e qualidade), fazendo da vida dos gerentes de projeto, dos programadores e do cliente uma novela caótica estendida indefinidamente.

As dificuldades do ciclo tradicional de desenvolvimento de softwares facilitaram a aceitação de metodologias ágeis, que se expandiu para outros modelos além do extreming programing, como o MSF (Microsoft Solutions Framework), por exemplo, hoje com uma base de documentação bem mais completa do que em sua origem.

Indo e voltando, igual aos requisitos, o que me marcou foi uma frase interessante do palestrante:

O modelo de desenvolvimento de softwares atual é baseado na construção civil.

Só que na construção civil, depois que eu construo um prédio, não posso dizer: - Legal, mas eu quero um pouco mais para a direita…

Não se pode mudar um prédio depois de pronto, mas na web se pode mudar tudo, a qualquer momento. E é por isso que o processo não tem fim.

Os profissionais de web tem que compreender que a mudança constante de requisitos, e alterações de layout fazem parte do seu dia-a-dia, isso tem que ser previsto, e tem que ser considerado tanto na hora de se precificar um projeto, quando de estimar seu prazo.

Não se pode negligenciar esse modelo, se deve administrá-lo.

Já os clientes (interno ou externo) precisam perceber e avaliar corretamente as prioridades de cada coisa, e ter a consciência de que alterações implicam em desvios em relação ao prazo de entrega, custo ou qualidade, e isso não vem por osmose, devem ser alertados continuamente.

Desde que se começou a aplicar conceitos de usabilidade no desenvolvimento de sites existe uma tendência a se considerar que todo usuário é um completo idiota, e a se tentar criar sites à prova de idiotas.

Lógico, todas as questões relevantes devem ser levadas em consideração, mas o que deve ficar claro pra quem planeja o e-commerce, o sistema, ou mesmo o site institucional é que é impossível prever todas as possibilidades de engano e confusão do usuário.

E ainda que fosse possível, seria caro demais e demorado demais cobrir todos os infinitos cenários. Fique com o que é relevante.

Caso contrário, você será levado à reuniões sem-fim sobre o sexo dos anjos, sem decidir nada concretamente, esbarrando em opiniões pessoais do tipo: “Acho que o amarelo dá mais vida…”

Acredite em mim, na tentativa de prever todas as possibilidades você não vai chegar à lugar nenhum. Imagine se você acordasse todo dia de manhã e dissesse:

“Não vou sair agora, porque preciso pensar no que devo fazer se for atropelado, se eu esquecer minha carteira, se meu carro ficar sem gasolina, se…”

Convença seu cliente, parceiro, gerente a fazer o bom, e depois buscar o ótimo. É muito mais fácil adaptar uma base que demonstra claramente seus problemas reais, do que suposições que não tem fundamento em casos concretos.

Mais vale uma doença de verdade e uma cura de verdade, que uma hipocondria eterna… Pense nisso.

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O valor da Interatividade no e-Commerce

agosto 13th, 2008 by Tony Ferraz

A interatividade pode me ajudar a vender meus produtos on-line?

 

Depois do velho Nielsen proclamar suas teorias aos quatro ventos (com todo direito, pois em 1994 já previa uma grande concorrência de interfaces na internet) surfamos quase 13 anos dessa onda desde o lançamento da web comercial, em 1995.

E realmente, faz tanto tempo que discutimos uma coisa tão batida que eu me pergunto se esse assunto não está velho. E está sim, velhíssimo, mas é por isso mesmo que temos que discuti-lo.

Nosso amigo Nielsen, o guru da Usabilidade, sempre foi, como direi, xiita em relação aos seus conceitos, criando seguidores que colocavam suas fotos em papéis de paredes e camisetas e lutavam contra as forças do mal lideradas pelos designers gráficos egocêntricos que tentavam tornar a web um mundo colorido e confuso. Nesse mundo os designers poderiam expressar suas frustrações criando interfaces criativas e pouco usáveis.

Como todo grande movimento na história humana (político, artístico, filosófico) o negócio se alastrou numa tempestade gigante, até surgir um movimento oposto, o famoso contra-movimento, nesse caso a “Agradabilidade”.

Pelo lado deles, nossos amigos da agradabilidade afirmavam que o Nielsen era um velho de site horrível (com alguma razão), que não entendia patavinas do que motiva o internauta (com nem tanta razão assim), e que o consumidor precisa encontrar algo esteticamente adequado, diferenciado e que gere valor pessoal para que considere bom e resolva visitar novamente.

O próprio fato de o site ser atraente e curioso levaria o usuário a dedicar seu tempo a explorar sua interface criativa, em um processo quase lúdico e fundamentado em entretenimento.

A mudança da conexão discada para a banda larga deu grande força a essa corrente.

Hoje em dia o movimento contemporâneo é um mix das duas teorias, mas tenho que admitir que mesmo depois de 13 anos, o Nielsen ainda me incomoda.

Obviamente não sua pessoa, pois nunca me fez nada, mas suas teorias e sua tendência em permanecer batendo tanto tempo na mesma tecla criaram uma espécie de “meme” que percorre a cabeça dos menos avisados sobre internet e os faz citar a sua pessoa e seus princípios quando vêem qualquer coisa bonita e diferente na web.

Nielsen virou a referência em pró do site tosco… com certeza não era bem isso que ele queria.

Bom, aqui eu vou dar o meu pitaco citando alguém um pouco mais famoso que o Nielsen (será possível?): Confúcio.

Nosso amigo filósofo chinês, também campeão de citações (mas nesse caso na história humana, não da internet) deixou uma reflexão interessante:

Conte-me e eu esqueço.
Mostre-me e eu me lembro.
Deixe-me fazer e eu aprendo

(Confúcio)

Dentro de nossa realidade, esquecendo um pouco a usabilidade, interfaces fundamentadas esteticamente fazem com que as pessoas se recordem dos web sites, mas interfaces interativas, onde o usuário realmente participa e se integra à aplicação, constituem ambientes poderosos, onde ele pode aprender os valores de sua empresa e de seus produtos.

Não é qualquer interatividade, mas a realmente significativa, a que marca, essa é inesquecível.

O conceito da interatividade como mecanismo de aprendizado transcende aplicação em ações de branding, passando por todas as vertentes de oportunidades on-line, tais quais processos de compra, e principalmente, tutoriais.

A interatividade é ainda pouco aplicada em tutoriais digitais, e é onde justamente se deveria encontrar o diferencial em relação a um instrucional de papel.

No Comércio Eletrônico o mercado nos diz que os usuários realizam efetivamente compras nos sites nos quais mantém uma relação, uma freqüência, e que esse é o grande diferencial entre os e-commerces de sucesso e os que naufragam. Que ferramenta melhor que a interatividade para gerar e manter essa relação?

A briga entre bonito e feio, usável e confuso é saudável e é uma discussão de base, mas na nova web de mídias sociais e relacionamento, a interatividade ainda é o pulo do gato.

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Yahoo permitirá a rejeição de anúncios on-line pelos usuários

agosto 11th, 2008 by Tony Ferraz

A partir do final de agosto os visitantes das páginas do Yahoo poderão escolher não ser submetidos à Publicidade on-line

 

Segundo o plantão info, o Yahoo permitirá que os visitantes de suas páginas recusem a exibição de anúncios relacionados aos seus hábitos de navegação. Isto é um passo importante na direção da privacidade e poder de escolha dos internautas, principalmente de um veículo tão importante quanto o Yahoo.

Como mencionado no meu post sobre o FTC, o monitoramento e armazenamento dos dados dos usuários para ações de publicidade on-line é pratica comum do mercado, mas o Yahoo é a primeira empresa a oferecer tal liberdade aos seus visitantes. É um indicio de tendência.

Talvez isso se deva ao fato do Congresso dos EUA ter anunciado recentemente que está fazendo uma investigação sobre publicidade personalizada e privacidade do consumidor.

A opção de descartar tais anúncios já era possível nos sites de parceiros do Yahoo, mas a empresa informou no dia 08/08 que habilitará o recurso na sua própria página até o final de agosto.

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O Fausto de Marlowe

agosto 8th, 2008 by Tony Ferraz

A Trágica história do Doutor Fausto

Bom, estou lendo. E o que isso tem a ver com e-Commerce? Nada, mas aqui é meu Blog e quem manda nele sou eu…rs

De qualquer forma, um pouco de cultura geral não faz mal a ninguém, e principalmente para a galera da internet que tem um perfil mais generalista e constrói seu trabalho dentro de um ambiente totalmente miscigenado.

O Fausto de Marlowe é um marco na literatura inglesa, tal qual o Auto da Barca do Inferno para nossa língua. Muitos de nós, de uma forma ou de outra, já tiveram contato com este mito descrito brilhantemente por Marlowe, que trata de questões existenciais e das escolhas que fazemos durante a vida:

Um homem (Fausto) que vende sua alma ao demônio Mefistófeles em troca de poder e conhecimento.

Tudo que eu posso dizer sobre esse mito é pouco comparado à quantidade de questões fundamentais abordadas pela acuidade e precisão do texto.

Fausto não é uma criação de Marlowe, mas uma compilação teatral de uma antiga lenda alemã, imortalizada posteriormente na obra de Goethe, escritor germânico que dedicou quase toda uma vida ao desenvolvimento desse texto.

Muitos conhecem Fausto pela obra prima de Goethe, mas não sabem que antes dele houve duas edições escritas, a primeira desenvolvida por Johann Spiess, mais em um intuito evangelizador (propaganda luterana) do que literário. Depois, o brilhante texto de Christopher Marlowe (1564 a 1593) que o posiciona como destaque de sua época, juntamente com um famoso contemporâneo: Shakespeare.

Comparado a Goethe o Fausto de Marlowe é muito mais singular, pois não se dedica unicamente a um dilema entre a fé a razão, mas a questões espirituais profundas e tormentos gerais dos seres humanos.

Marlowe demonstra um conhecimento e interesse em ocultismo peculiar, tornando seu Fausto absurdamente realista e fazendo os rituais e argumentações espirituais do livro de Goethe parecerem contos infantis perto de suas descrições detalhadas. Seu humor e também maneira características de abordar assuntos metafísicos também surpreendem, como nesta genial passagem:

FAUSTO - E julgados para onde?
MEFISTÓFELES - Para o Inferno.
FAUSTO - Como é que então agora estás fora?
MEFISTÓFELES - Mas aqui é o Inferno e fora dele não estou.

Ao contrário de Goethe, o autor não é clemente com sua personagem, sendo fiel à narrativa e se abdicando de salvar Fausto ao final do texto (em Goethe, ele é carregado pelos anjos no fim da peça).

Os versos são brancos (sem rima), traços que seriam consagrados por Shakespeare (se você der uma fuçada na internet vai ler sobre teorias malucas que seriam a mesma pessoa, ou na verdade que Marlowe seria o verdadeiro Shakespeare).

Na tradução a única coisa que me incomodou foi o fato de ser realizada para o português de Portugal, o que dificulta um pouco a leitura para nós.

Se quiser saber mais, a edição disponível foi publicada pela Editora Hedra, com o título: A Trágica história do Doutor Fausto, em 2006 e tem 120 páginas, embora o texto concreto seja bem mais curto.

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A privacidade nos buscadores

agosto 7th, 2008 by Tony Ferraz

Recursos disponibilizados pelo motor de buscas do Google podem abrir margens para invasão de privacidade

 

Será o Google o Big Brother??? Eu não sei o que Orwell diria, mas com certeza o modo como os buscadores gerenciam e direcionam a cultura atual é impressionante.

Longe de mim falar mal do Google, até porque o Googloráculo tem me sido muito útil nesses sete anos em que uso o buscador.

O que acontece é que deparei com um artigo hoje no Web Insider sobre a utilização do motor do Google para investigar crimes digitais. O autor obviamente cita exemplos muito interessantes sobre o estudo de Cyber Crimes, e sobre o emprego dos operadores avançados do google para ajudar a solucioná-los.

Certamente ele quis colocar exemplos técnicos detalhados para ilustrar possibilidades, mas me assustei quando realmente me dei conta do que nosso amigo buscador pode fazer.

Um exemplo clássico, e grave, é que o Google varre a web inteira, mesmo ambientes e sites restritos, deixando-os disponíveis para serem pesquisados em casos de problemas comuns de encriptação e configurações dos servidores. Um caso mencionado é a digitação desta linha no Google:

“inurl:”ViewerFrame?Mode=Refresh”.

Essa linhazinha vai nos exibir sistemas de monitoramento e webcams restritos, que aparentemente deveriam estar protegidos, mas que o Google nos exibe com a maior boa vontade.

Achei que o autor passou um pouco dos limites na listagem extensa e clara de exemplos, que sim, podem ser usados para o fim destinado, mas eventualmente também podem ser usados também para crimes digitais, e pior, no mundo de tijolo e cimento também.

Infelizmente não temos um movimento forte de defesa de pivacidade no Brasil, tal qual ocorre nos EUA, mas o fato do Google adicionar redes privadas em seu motor de pesquisa definitivamente não é algo bom, assim como precisam ser revistos resultados que informam endereços residenciais, números de documentos e dados pessoais.

O problema se agrava quando a pesquisa varre relatórios de cadastro em sites e publicações dos poderes judiciário e legislativo.

Parte dessa responsabilidade também é dos desenvolvedores, quem podem incluir o robots.txt na página, para impedir que diretórios e arquivos apareçam nos resultados da pesquisa. Mas fica aquela incógnita: Eu que tenho que trancar meu quarto, ou o ladrão que não deve entrar para roubar… é pra se pensar.

Se seus documentos ou dados confidenciais aparecem nos resultados da busca do Google, você pode solicitar a retirada dos resultados da pesquisa aqui:

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Peguei um spyware no buscador de ex-funcionários do Google

agosto 6th, 2008 by Tony Ferraz

Logo no segundo dia de lançamento do Cuil (há suas semanas) acessei para conhecer e dar uma olhada.

Qual foi minha surpresa quando peguei um spyware na primeira busca… Sério mesmo, começaram a aparecer janelinhas dos meus anti-spywares informando modificações no registro.

O Cuil é o novo site de buscas criado por ex-funcionários do Google (que prometia em breve ter a maior indexação da internet),

A primeira vista o site é clean, mas fiquei tão irritado com o que aconteceu que desisti de usar. Semana passada saiu uma notícia que o Cuil estava exibindo fotos de conteúdo pornográfico acidentalmente nas suas buscas, e eu pensei: Que estréia, heim?? E os caras querem concorrer com o Google…

Mas aproveitei mais o tempo para conhecer o buscador. Ele me parece ter algum futuro, mas a indexação ainda é péssima, principalmente para paises diferentes dos EUA.

Ele busca conteúdo em 120 bilhões de páginas, mas a maioria das páginas são americanas ou em inglês. Já o Google tem uma indexação de quase 1 trilhão de páginas e conteúdo bem mais relevante (embora o Cuil tenha anunciado que usa um inovador algoritmo de indexação).

A primeira vista o layout negro já denota a diferença em relação ao Google, e acho que esse foi o intuito. O Ajax nos campos de pesquisa (completando automáticamente palavras mais buscadas) é um ótimo recurso e lembra o Youtube.

O fato de se exibirem fotos juntamente com as buscas também é uma boa idéia, porque permite que o usuário identifique a relevância do conteúdo sem precisar ler muitas palavras.

Pessoalmente eu não gosto de páginas com fundo escuro para mecanismos de pesquisa, e sim, acho que foi uma estratégia errada de comunicação visual. Lógico, eles querem se diferenciar, mas deviam ter em conta que o fato que mais contribuiu para a conquista de mercado do Google, definitivamente foi o fato de ele ser e parecer leve. Impressão que não é transmitida por um site de fundo negro.

Foram investidos US$ 33 milhões no site, mas se eles querem o mercado, precisam de relevância nos resultados.

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Sobre o :: Tony Ferraz - e-Commerce & Internet Strategies ::

e-Commerce & Internet Strategies (o mercado de e-Commerce no Brasil e no Mundo e os biscoitos de polvilho da minha avó) é um Blog de Tony Ferraz.

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